Moção Aprovada em Reunião de Inquilinos

Recebido por email da Comissão de Inquilinos das Avenidas Novas:

"MOÇÃO
(aprovada por unanimidade)

Inquilinos de Lisboa, reunidos em Assembleia na Escola Preparatória Eugénio dos Santos, em 23 de Janeiro de 2012, analisando a Proposta de Lei nº 38/XII apresentada pelo Governo à Assembleia da República, entendem:

A.   Lembrar que o Programa do Governo, apresentado em 30 de Junho de 2011, referia um horizonte de 15 anos para rever o regime dos contratos celebrados antes de 1990;
B.   Evidenciar que a proposta de lei agora apresentada pelo Governo propõe a extinção destes contratos, bem como a liberalização total das rendas, num prazo de cinco anos;
C.   Referir que o memorando de compromisso assinado pelo Estado Português com as instituições internacionais em Maio de 2011, logo já conhecido do Governo antes da apresentação do seu programa, não aponta para tão drástica medida, pelo que não deverá ser o mesmo invocado para justificar esta proposta;
D.   Considerar que a proposta não apresenta qualquer equilíbrio entre as partes uma vez que o senhorio decide tudo, conforme é demonstrado pela faculdade que lhe é proporcionada de preterir, sempre que quiser, o resultado da negociação pela imposição de facto de uma renda de 1/15 (6,7%) do valor patrimonial actualizado do fogo;
E.   Denunciar que este valor conduz a rendas incomportáveis para a maioria dos inquilinos, representando um acréscimo de mais de 50% do valor de 4% do actual NRAU (por exemplo, uma casa com um valor patrimonial actualizado de €150.000 terá uma renda de €833 em vez de €500);
F.   Estranhar o facto de a proposta de lei ignorar o estado de conservação das casas;
G.  Rejeitar a retirada da resolução dos despejos do âmbito judicial, pelos perigos de ilegalidades e abusos que tal medida pode originar:
H.   Fazer notar que as medidas preconizadas para o arrendamento não habitacional levarão ao encerramento de grande parte do comércio local, tão importante na cidade de Lisboa, com desastrosas consequências, entre as quais se inclui o aumento do desemprego;
I.     Sublinhar que num momento de enorme austeridade e queda do poder de compra, o Governo vem propor uma lei com vista a aplicar-se aumentos imediatos e brutais das rendas, sem escalonamento e não dando às famílias um período de adaptação, o que seria do mais elementar bom senso;
J.    Salientar que, invocada que foi a situação do país para a adopção de medidas excepcionais, como congelamento de salários e pensões, cortes e eliminação dos subsídios de férias e de natal, é justo que seja adoptada uma moratória na aplicação das medidas mais gravosas da lei para os inquilinos.

Pelo que

manifestam o seu apoio a todas as acções e intervenções que procurem corrigir esta tão nefasta proposta de lei, transformando-a numa lei de fomento do arrendamento em vez de uma lei de despejos, os quais constituem um verdadeiro atentado ao direito à habitação consagrado na Constituição portuguesa e são particularmente chocantes quando atingem populações idosas.

Assim, propõem à Assembleia da República:

1. Que o período de transição para a revisão do regime dos contratos celebrados antes de 1990 seja de 15 anos, no estrito cumprimento do programa do Governo apresentado na Assembleia da República;
2. Que qualquer mecanismo de actualização extraordinária do valor das rendas antigas tenha obrigatoriamente em conta o estado de conservação dos fogos;
3. Que a opção entre indemnização e renda baseada no valor patrimonial seja escolha do inquilino de modo a alcançarem-se os efeitos de equilíbrio de interesses preconizado pelo Governo;
4. Que o valor de 1/15 avos (6.7%) seja reduzido para os 4% actuais,    prevendo-se, além desta redução, um faseamento até se atingir o valor actualizado da renda;
5.Que se mantenha a redacção actual dos artigos respeitantes à obrigatoriedade de realojamento do inquilino, independentemente da sua idade, em caso de obras profundas no fogo/prédio;
6.Que se tomem as medidas necessárias em ordem a acelerar a aplicação da justiça no que respeita aos incumprimentos das partes, em oposição à criação de alternativas pouco credíveis como a da arbitragem privada;
7.Que seja introduzida uma moratória na aplicação da lei enquanto durar o programa de ajustamento.
Lisboa, 23 de Janeiro de 2012

A COMISSÃO DE INQUILINOS DAS AVENIDAS NOVAS"

Reunião de Inquilinos de Lisboa

Recebido por email da Comissão de Inquilinos as Avenidas Novas:

"Caros(as) Inquilinos(as)
Está marcada para as 18h 30 do próximo dia 23 de Janeiro, segunda-feira, na Escola Preparatória Eugénio dos Santos, a reunião de inquilinos para analisar e tomar posição em relação à proposta de lei de arrendamento apresentada pelo Governo.
Estamos todos conscientes da gravidade do momento para o futuro das nossas vidas. Agora é altura de juntar forças, divulgar o comunicado e apelar aos inquilinos para que compareçam na reunião.
Muita gente que duvidava do que o governo se preparava para apresentar, dá-nos agora razão. No entanto, há pessoas ainda iludidas com a promessa de que os idosos de mais de 65 anos não são despejados. Isso não é verdade. Toda a gente que não puder pagar as novas rendas é despejada, independentemente da idade. Mais: se o senhorio alegar que pretende fazer obras profundas no prédio ou demoli-lo, despeja o inquilino , com uma indemnização de 6 meses da actual renda.
Os comunicados estão a partir das 17h de hoje, dia 13 de Janeiro, no Centro de Convívio para a 3ª Idade, Rua Branca Gonta Colaço, aberto sábados e domingos entre as 14h e as 19h.
Por favor, levante os exemplares de que necessita para a sua zona, temos 10 dias para juntarmos inquilinos de toda a cidade.
Não cruze os braços, não se deixe sacrificar em silêncio.
Cordiais saudações
A Comissão de Inquilinos das Avenidas Novas"

Ministra garante nova lei do arrendamento aprovada até ao final do ano

Texto recebido de um leitor, por email:
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“Boa tarde. A imprensa, relativamente às previstas alterações ao NRAU, foca só os despejos por não pagamento de renda. Receio que isto faça parte da estratégia de marketing governamental junto dos médias… A principal questão que este pacote legislativo vai trazer respeita à  caducidade dos  contratos celebrados antes de 1990, medida acordada com a Troika, mas para a qual falta definir um prazo limite: 20 anos, segundo o que consta do programa do PSD, 15 anos , segundo o que consta do programa do Governo, ou…seis meses, segundo o defendido por patos bravos  assanhados e gananciosos.
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É esta fundamentalmente a angústia que pesa sobre o nosso dia a dia quotidiano…”

Senhorios com contratos antigos ameaçam não pagar (IMI) se não puderem aumentar as rendas.

O título reporta a esta notícia do DN. António Freire, inquilino, comenta assim:

“Se os proprietários não pagarem o IMI deverão ser executados e a casa irá à praça, sendo arrematada pelo lanço mais elevado. Será uma excelente altura para os inquilinos, individualmente ou em conjunto, -nomeadamente nos prédios aonde as fracções não estão em propriedade horizontal -, irem ao leilão e adquirirem a fracção ou o prédio.

 Mas como é óbvio, isto de os senhorios não pagarem os novos valores do IMI é só “garganta” ou “fogo de vista” e o que vai acontecer é a corrida dos proprietários às CAM’s (Comissões Arbitrais Municipais) a solicitar a adesão ao NRAU para agravarem as rendas das casas para valores bem superiores ao do novo IMI que vão ficar a pagar…

 Irrita-me ainda particularmente que o Presidente da ALP, Dr. Meneses Leitão, continue a falar de 460.000 casa com rendas congeladas, quando desde 1986 todas as casas têm aumento de renda anual e muitas delas estão com rendas de muitas centenas de euros mensais, nomeadamente aquelas cujos proprietários já aderiram ao NRAU.”

Interpretação do Programa do Governo

A leitura do programa do Governo vem confirmar todos os nossos receios. O Governo pretende alterar os contratos antigos e actualizar as respectivas rendas numa óptica de liberalização, como se a situação actual destes contratos fosse uma das razões do actual deficiente mercado de arrendamento. Contestamos essa ideia. Se é um facto que há situações referentes aos contratos antigos que devem ser corrigidas, lembramos por outro lado que já existe um mercado livre onde os proprietários podem muito bem colocar para arrendamento, as centenas de milhar de casas devolutas e as novas que não se conseguem vender, com valores compatíveis com o rendimento médio das famílias portuguesas e não o fazem criando assim dificuldades aos novos arrendatários, que são confrontados com rendas excessivamente elevadas. A estes manifestamos a nossa solidariedade, pois são vítimas das mesmas políticas que nos querem impor e que vão no sentido de favorecer os interesses especulativos de muitos proprietários.

É urgente a mobilização dos inquilinos com contratos anteriores a 1990, para travar estas intenções, desmascarando os falsos argumentos que são apresentados.


15 Anos: Mortos ou Despejados...

Face às intenções legislativas deste governo transcritas no post anterior, recebemos de um leitor identificado este oportuno comentário:

"Na parte da política habitacional o Programa de Governo reproduz, sem grandes acrescentos, o programa eleitoral do PSD.

O retirar dos Tribunais os despejos por incumprimento no pagamento da renda aconselha que reforcemos os cuidados a ter na preservação dos comprovativos de que cumprimos esses pagamentos – obtenção sempre do recibo contra o pagamento, manutenção do talão do depósito bancário, etc., pois será grande o risco de o proprietário se, se aperceber que o inquilino não possui “à mão” os meios de demonstrar ao Notário ou ao Solicitador que tem regularizado o pagamento da renda, intentar procedimento administrativo sumário de despejo.

 A caducidade dos actuais contratos “num prazo até 15 anos” é a mais ameaçadora das medidas. (O Governo chama-lhe um nome pomposo: "- Ponderação da revisão da prorrogação legal forçada dos contratos num horizonte de 15 anos...", mas não é mais do que o rasgar do contrato). Todos os inquilinos que estimam viver mais do que este número de anos devem ponderar seriamente se lhes valerá a pena manterem actual situação de arrendatários ou se não terá chegado a altura de comprar casa para não irem para a rua nessa altura…O facto de, aparentemente, também o contrato deixar de ser transmissível para o cônjuge sobrevivo parece ser mais uma medida a favor do lobby da construção civil, pois muitos inquilinos quererão comprar casa para que, quando falecerem, os seus cônjuges não corram o risco de ser d despejados das casas.

 Continua nebuloso o que o Governo pretende alterar na forma de determinar o valor das rendas constante do NRAU. Por um lado é “considerando o estado de conservação dos fogos” (igual ao NRAU) por outro é “por livre negociação entre inquilino e proprietário”. Aguardemos os próximos desenvolvimentos…"

O sublinhado em link é nosso.

Um Ataque aos Inquilinos

A transcrição da parte correspondente às medidas a serem tomadas em matéria de arrendamento, do Programa do XIX Governo Constitucional, não significa como é óbvio alguma concordância com elas mas antes, uma forma de podermos mostrar o inviesamento dos argumentos em que assentam. Se não, atente-se no cuidado em não dizer tudo logo de inicio como seja, por exemplo: “ – Limitação dos casos de transmissão por morte do contrato de arrendamento... “ Sabe o que quer dizer esta barbárie? Mas qualquer uma das outras medidas é um exemplo da sanha com que este governo vai atacar os inquilinos com contratos anteriores a 1990 e os familiares que com eles vivem. Leia.


Tudo isto, dizem, em nome ou para dinamizar o sector imobiliário, o tal que já construiu mais casas do que os portugueses precisam. Os governos têm que governar para as pessoas, não para os interesses de sectores.

Preocupações de um Proprietário...

Transcrevemos dois comentários lidos no post anterior, para maior visibilidade, apenas para demonstrar até que ponto alguns candidatos a proprietários têm uma forma estranha de olhar para o mercado de arrendamento para habitação.
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Um Anónimo disse em 19 Junho às 22:39:


E obteve esta resposta:


É um disparate? Claro! Mas não deixou de ser dito e é revelador de um espírito. A nota fica aqui para que os proprietários que tantas vezes nos acusam injustamente, não nos falem dos seus como se tivessem asinhas.

Entrevista Lamentável

O texto que editamos em baixo, foi recebido por email, de um leitor identificado e deixamos aqui por acharmos de interesse:

"Considero lamentável o conteúdo da entrevista hoje publicada pelo Jornal de Negócios c/ o Dr. Teixeira Monteiro, antigo responsável pelo IRHU (1987-2007). Por duas razões:

a) Formais – O Dr. Monteiro utiliza sempre o pretérito passado quando se refere à legislação do NRAU: ”Na Lei havia um gradualismo de que a actualização se processaria em 5 ou 10 anos (…)” ou “ (…) ao pedirem a actualização alguns senhorios tinham receio de que as Finanças os pusessem a pagar logo o IMI pelo novo valor (…)”, etc. Para ele a actual Legislação parece estar morta e enterrada. Mas não está e os inquilinos opor-se-ão a Leis iníquas impostas do exterior (FMI, BCE, etc…).

b) Substanciais – 1. O Dr. Teixeira Monteiro discorda do tecto de 4% do Valor Matricial como tecto de actualização do valor da renda. Para ele deveria ser o montante que o proprietário entendesse;

2. Discorda ainda da existência de período de faseamento - “(…) Os senhorios não são a Segurança Social”. Esquece que durante dezenas de anos, com o argumento de que as rendas tinham um valor fixo, dada a Lei do congelamento, os senhorios cobravam nos primeiros anos do aluguer valores totalmente especulativos;

3. Discorda finalmente da existência das CAM’s (Comissões Arbitrais Municipais), estruturas aonde as partes podem intervir e acompanhar a aplicação da Lei (chama – lhe actualização burocrática…).

Fica-me a dúvida: - Como é possível que uma pessoa que discorda substancialmente de uma Lei e toma partido assanhado por uma das partes em confronto – os proprietários -, tenha sido o principal responsável pela máquina administrativa responsável pela sua aplicação?"

Exigimos o Respeito Contratual


Também somos contra os incumpridores, o que rejeitamos é ser tratado como tal. Os Inquilinos não são uma horda descartável para ficar à mercê do ódio e da usura, com cobertura política.

Há quem vote nisto?

O drama, é que há afectados que ainda não se estão a dar conta da tragédia que vai abater-se sobre eles, porque em campanha nada se disse. Levadas à prática, estas medidas vão originar o caos junto de quem menos merece. Decididamente, este mundo neo-liberal para que nos apontam só pode vir a morrer convulsivamente, e os sinais precursores começam a ser ouvidos por aí. Mais uma medida que os partidos do arco do poder evitaram debater por vergonha na campanha eleitoral. Leia:

... e o que nos disseram os Partidos?


Caros(as) Inquilinos(as)

Juntamos a seguir ao texto o relato da reunião de 23/5 com os representantes dos Partidos e lembramos a convocatória de nova reunião para dia 20 de Junho, segunda-feira, às 20h 30 na Escola Preparatória Eugénio dos Santos (na cantina, entrada pela avenida de Roma)

O comunicado com o relato impresso estará disponível a partir de amanhã, sexta-feira, dia 28 de Maio, no Centro de Convívio para a 3ª Idade, na Rua Branca Gonta Colaço. O horário de abertura do Centro é entre as 14h e as 19h, todos os dias, incluindo sábados e domingos. É necessária a colaboração de todos para que este comunicado chegue aos seus destinatários, que não são só os inquilinos das avenidas novas, pelo que se solicita que na medida do possível o entreguem a inquilinos de outras freguesias da cidade que estão também convidados para a reunião de dia 20 de Junho.

Cordiais saudações,
A Comissão de Inquilinos das Avenidas Novas


Foram sete dezenas de inquilinos, atentos e preocupados, que ouviram no dia 23 de Maio as explicações dos representantes dos cinco partidos com assento na AR.
O tema dominante foi o documento da troika, assinado pelo Governo e apoiado pelo PSD e o CDS, nos pontos 6.1 e 6.2 referentes à revisão do actual sistema de actualização das rendas – o NRAU – e à reabilitação urbana que estipula a obrigatoriedade da AR em aprovar legislação sobre esta matéria até ao fim de 2011.
Os inquilinos presentes, na sua maioria pensionistas com pensões congeladas ou com cortes anunciados e perante o aumento previsto do IRS, mostraram-se angustiados com a ambiguidade do texto da troika que poderá abrir porta a uma liberalização das rendas antigas, à não-transmissão do contrato mesmo a familiares de 1º grau, e a despejos sob pretexto de reabilitação das habitações, com aviso prévio de 6 meses.
Usando da palavra, os representantes dos partidos (por ordem alfabética) e da AIL abordaram vários aspectos, de que salientamos os seguintes:

BE – (Deputada Rita Calvário)
Contra o memorando da troika. Defendeu um programa de reabilitação dos fogos devolutos, o seu arrendamento a preços não especulativos através de bolsas de habitação e a penalização fiscal dos fogos devolutos em condições de habitação mas fora do mercado. Estas medidas permitiriam colocar mais 200 mil fogos a preços regulados, defendendo a economia, o emprego e os rendimentos das famílias, e garantindo o direito constitucional à habitação.

CDS-PP – (Dr. Adolfo Mesquita Nunes)
O mercado de arrendamento é algo que não existe e precisa de ser criado. As rendas elevadas são o produto do facto de os contratos de arrendamento não serem atractivos. Defendeu uma actualização faseada das rendas, que tenha em conta não só os rendimentos dos inquilinos como também as despesas efectuadas pelos mesmos na conservação dos espaços que ocupam, salvaguardando a situação dos inquilinos socialmente vulneráveis.

PCP – (Deputado Miguel Tiago)
O PCP irá bater-se no Parlamento contra as alterações legislativas que penalizam os inquilinos e que se inserem numa estratégia neo-liberal de favorecimento dos grandes senhorios, construtoras e banca. O memorando fala de equilíbrio de direitos entre senhorios e inquilinos, mas o seu teor geral confere largas vantagens aos senhorios. Com a liberalização registar-se-ia um número muito maior de quebras de contrato, com a consequente possibilidade de despejo.

PS – (Dr. Eduardo Cabrita)
O mercado de arrendamento reapareceu, embora não tão forte como o Governo pretendia. O problema reside na reabilitação dos prédios e não na existência de rendas antigas. O cumprimento das condições contratuais deve ser para todos. No programa eleitoral do PS não existe qualquer objectivo de liberalização das rendas anteriores a 1990, mas sim dar eficácia ao cumprimento das obrigações contratuais e a prioridade à reabilitação urbana. Admitem-se ajustamentos pontuais do NRAU com manutenção da regra de tutela de situações de vulnerabilidade social.

PSD – (Dr. António Costa Rodrigues)
Declarando que o PSD não irá certamente ressuscitar a “lei Arnaut” de 2004 porque a situação actual é completamente diferente, afirmou que só um louco ou um suicida iria liberalizar as rendas e criar assim uma enorme crise social. No entanto, foi confrontado com as palavras textuais do programa do PSD onde se fala da revisão, a curto, médio e longo prazo, do regime vinculístico (ou seja, acabar com os contratos antigos) e de pôr os senhorios a “negociar” directamente com os inquilinos as novas rendas, à semelhança do que o partido propôs em 2004.

AIL – (Sr. António Machado)
Confirmou e condenou estas expectativas muito preocupantes para os inquilinos. Discordou da resolução dos conflitos resultantes de incumprimentos serem entregues a notários, conservadores e outros, defendendo a intervenção de Comissões Arbitrais. Afirmou a necessidade de se efectuar uma negociação muito dura com o próximo Governo sobre a actualização das rendas antigas e a reabilitação urbana, bem como a regrar devidamente o mercado de arrendamento no plano administrativo e fiscal.

Escola Preparatória Eugénio dos Santos
(em frente ao antigo cinema Alvalade, entrada pela Av. de Roma)

COMPAREÇA! TRAGA OUTRO INQUILINO TAMBÉM!
DIVULGUE ESTE COMUNICADO AOS SEUS VIZINHOS E EM ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS.

Lisboa, 26 de Maio de 2011

A Comissão de Inquilinos das Avenidas Novas

Os Representantes dos Partidos na Reunião

São estes os representantes dos partidos à reunião com os inquilinos na Escola Preparatória Eugénio dos Santos, em Alvalade, às 20h30 de hoje:
 
BE           - Deputada Rita Calvário e deputada municipal Drª Rita Silva.
CDS/PP  - Dr. Adolfo Mesquita Nunes
PCP         - Deputado Miguel Tiago
PSD         - Dr. António Costa Rodrigues
PS            - Deputado Eduardo Cabrita

O PSD e o Arrendamento.


Os Partidos na Reunião dos Inquilinos

Reunião: Cantina da Escola, entrada pela Av. de Roma.

Até agora, com excepção do PSD, todos os partidos com assento na Assembleia da Republica confirmaram a sua presença na reunião de dia 23 de Maio às 20h 30 , na Escola Preparatória Eugénio dos Santos, mas só o CDS indicou o nome do representante, que será o Dr. Adolfo Mesquita Nunes.

Convite enviado a todos os Partidos

Vimos convidar o vosso partido a enviar um representante à assembleia de inquilinos, que estimamos venha a ser muito participada, a realizar no dia 23 de Maio às 20h 30, na cantina da Escola Preparatória Eugénio dos Santos (em frente ao antigo cinema Alvalade), para debate do assunto em epígrafe.

Dado o interesse dos inquilinos em conhecer a posição dos partidos sobre a matéria, e com o objectivo de promover a eficácia e celeridade dos trabalhos, enviamos um anexo com os esclarecimentos mais prementes que os inquilinos solicitam aos partidos, antes da votação do dia 5 de Junho.

Na expectativa de virmos a contar com a vossa participação nesta reunião, apresentamos os melhores cumprimentos.

A Comissão de Inquilinos das Avenidas Novas

Os Speads e o Arrendamento

A propósito da cláusula que permite a alteração unilateral dos spreads e outros custos nos contratos de crédito à habitação:



No Jornal Público de hoje.

Os Novos e os Velhos Contratos


Isto escreveu um anónimo nos comentários do post no link, e é de tal forma importante que merece relevo. Ou seja, o mercado não funciona e não funciona porquê? Alguém proíbe um senhorio desde 1990 de fazer um contrato novo pelo preço e prazo que bem entender? Será a quantidade cada vez mais reduzida de contratos anteriores a 1990 que inviabiliza o mercado? E a enormidade de fogos devolutos em pousio, expectantes por mais-valias, são o quê? Culpa dos inquilinos? Mas a cereja no topo do bolo é: despejados os velhos, os proprietários vão a correr fazer o mercado funcionar, baixando o preço dos novos? De facto, soa a Pai Natal.

Ouve quem não quisesse ser ouvido pela troika, que pena, porque os inquilinos tinham esclarecimentos que lhes permitiriam perceber o que alguém explicou mal.

A Convocação Distribuida























23 de Maio - REUNIÃO DE INQUILINOS

ATENÇÃO: HOUVE UM LAPSO NA INDICAÇÃO DO ENDEREÇO DESTE BLOG, QUE REMETE PARA ESTE POST COMO INÍCIO DO BLOG. AGRADECEMOS QUE ALTERE O SEU ACESSO PARA:  http://contraliberalizacao.blogspot.com/

Convidamo-lo a participar numa Reunião de Inquilinos no dia 23 de Maio, segunda-feira, às 20h30 na Escola Preparatória Eugénio dos Santos  veja o mapa, (em frente do antigo cinema Alvalade).

Os objectivos da reunião são:
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1. Informação sobre os resultados dos contactos com os Partidos, estabelecidos por esta Comissão de Inquilinos;
2. Debate;
3. Decisões e medidas a tomar.

Convidámos a Associação de Inquilinos Lisbonenses (AIL) a estar presente. Esperamos por si! Traga outro inquilino também! Divulgue esta iniciativa!

A Comissão de Inquilinos das Avenidas Novas

INQUILINOS NOVAMENTE EM RISCO

INQUILINOS COM RENDAS ANTERIORES A 1990 NOVAMENTE EM RISCO.

O NRAU ( Novo Regime de Arrendamento) que possibilita a actualização progressiva das rendas antigas entrou em vigor em 2006 e rapidamente vimos que muitos senhorios não o aplicavam. Também percebemos porquê.

Aplicar o NRAU implica para os senhorios actualizar o IMI ( imposto sobre imóveis) ou a realização de obras de reabilitação, o que não lhes agrada. Assim, a pressão dos senhorios e das suas organizações para uma total liberalização que lhes permita despejar os inquilinos por impossibilidade de pagamento das rendas especulativas, ditas “de mercado” ,que praticam, não abrandou.

Recentemente tivemos a proposta do PEC4 que falava, de uma forma ambígua, da “liberalização do controlo das rendas” e da simplificação dos despejos para alegadamente reabilitar os prédios. Pior: a troika extremou estas intenções e temos agora os partidos com as seguintes posições nos programas eleitorais para as eleições de 5 de Junho… Veja quais aqui: Contra a Liberalização das Rendas Antigas.